Que software devemos usar no dia a dia ?
A pouco tempo atrás escrevi sobre as características das Distribuições Gnu/Linux que devemos usar em Servidores de Produção, mas agora vou entrar em um terreno mais acidentado/minado e vou escrever sobre os softwares que deveremos usar no nosso dia-a-dia, sob o ponto de vista de um usuário leigo.

Como vocês podem ler aqui, eu comecei como quase todo mundo, usando o Windows, depois passei a usar Gnu/Linux e atualmente utilizo o OSX como Sistema Operacional do meu Desktop, mas não esperem que eu vou defender o Sistema da Apple.
Este tempo de estrada e experiência com Sistemas Operacionais e Aplicativos em Geral como: Navegadores Web, Suites de Escritório, Linguagens de Programação, me mostrou que o melhor Sistema é aquele em que você tem mais intimidade e se sente mais produtivo, vou explicar:
De nada adianta você utilizar um Sistema ou Aplicativo, Opensource, mais Seguro ou mais Bonito se com ele você não tem intimidade e é pouco produtivo.
É claro que existem diferenças Técnicas entre SOs e Aplicativos mas de um modo que beira os 100% é possível fazer tudo que se faz em um Sistema no outro, e o que muda é tempo e o maneira que fazemos.
Eu defendo que o Sistema Operacional e os Aplicativos deveriam ser transparentes ao Usuário (lembrem-se que estou me referindo ao usuario leigo) e estes não precisariam ter conhecimentos sobre qual Software está rodando por baixo, pois eles estão preocupados com o resultado que o Software irá lhes fornecer: um texto/planilha, uma pagina web, as fotos da camera e etc …
Não interessa ao Usuário se ele está utilizando Firefox, IE ou Opera, pois ele quer o resultado: navegar na internet e quer que esta experiencia seja o mais tranquila possivel e tranparente possível.
Não raro vejo por aí, defensores deste ou daquele software tentando evangelizar um usuário a utilizar o aplicativo de sua preferencia recorrendo a justificativas técnicas ou filosóficas e quase nunca obtém sucesso.
Também é muito comum, vermos em listas de discussão ou fóruns participantes “subindo no banquinho” e defendendo este ou aquele software se justificando com certezas absolutas e não aceitando a posição de quem gosta de usar outro software.
Se alguem chegar e dizer para minha vó: olha você deve abandonar o Office porque ele é pago e o codigo fonte não é livre … deve usar o Openoffice que usa padrões abertos e é distribuido livremente. Ela, provavelmente irá responder com um: ” o quê tu disse?, não entendi nada, mas tem word neste openoffice?”.
Mas tenho certeza que ela utilizaria o OpenOffice tranquilamente ou até mesmo o Writely se a transição para ela fosse transparente e ela nem notasse, pois ela (exemplo de usuario) não é fã do Office e somente deseja escrever seu texto, independente da plataforma.
A galera do Software Livre não deve tentar revolucionar para dominar o software proprietário, deve fazer com que a transição do usuário que vem da Microsoft, por exemplo, seja o mais transparente possível. Quem gosta de revolução é Intelectual!!
Daí você pode perguntar: Então porque você usa o OSX da Apple? Porque nele eu sou mais produtivo e me sinto mais a vontade do que com Linux ou Windows. Eu não me importo de pagar licença se o Software for bom, aliás se software nenhum fosse cobrado, coitado dos programadores, iam ter que fazer fotossíntese para sobreviver.
Quanto a licença e a disponibilidade do código fonte, novamente coloco que para o usuário isto não interessa. Ele se preocupa com o resultado e estabilidade do Software.
Para mim, acredito que o programador ou a empresa pode e deve escolher se vai disponibilizar o código ou não, afina l o código é deles. Dou preferência para Software de Fontes Abertas e que utilizem licenças menos restritivas, mas não deixo de utilizar um Software que considero bom, porque ele não segue a GPL ou não é Opensource.
Bem resumindo, acredito que a comunidade Opensource deve deixar de ser tão radical e aprender um pouco mais de marketing para poder extender seus programas e ações a todos os usuários dos software proprietários.
E mais software proprietário não é ruim, faz parte da liberdade de escolha do programador ou empresa lançarem seus software com a licença que quiserem, contanto que façam um bom software.
O Importante é que o software seja bom, estável e que atenda as necessidades a que se propõem e se possível, que o usuário nem saiba que software está rodando.
Abraços

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Parte do Trabalho de Leandro Godoy - www.opencode.com.br.








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